72 Anos do Lar Irmã Terezinha (Pinda)

Aos 23 dias do mês de setembro de 1945, ao florir da primavera era fundada por um grupo de espíritas, o Lar Irmã Terezinha, Instituição de amparo aos idosos, tendo a frente, como seu presidente, a figura saudosa de José Ávila.
O nome dado a Entidade envolve uma bela história: Nos idos dos anos de 1944, Chico Xavier, orienta José Avila, para que fossem a Campos do Jordão, e visitassem uma jovem, de nome Terezinha Cavalcanti e que estava prestes a desencarnar e que viria a ser a Benfeitora Espiritual da Instituição.
Assim foi feito.
A jovem recém formada no magistério, recebeu o grupo com muita alegria doando aos visitantes, que até aquele momento não conhecia, uma foto de sua formatura, e que hoje ampliada se encontra no portal da entrada da Instituição.
Em todos estes anos, a sua direção, funcionários e voluntários, tem dispensado muito carinho e amor e estes nossos irmãos e irmãs, buscando amenizar as enormes lutas e dificuldades que envolvem a cada um deles.
O Lar Irmã Terezinha, fundado em 1945, com uma história de mais de setenta anos de existência: de asilo para velhos desamparados, albergue noturno e hoje ILPI – Instituição de Longa Permanência de Idosos.
Constata-se que ao longo dos anos, a Instituição absorveu as conquistas geradas por uma sociedade que se moderniza a cada dia, para oferecer serviços e procedimentos que promovam a qualidade de vida das pessoas por ele acolhidas e seus colaboradores.
Considerando os diversos aspectos de seus residentes, em sua vida pessoal (relações afetivas e subjetivas), social (educação, saúde, cultura, lazer, previdência social e assistência) e espiritual, nossa instituição deixou para trás aquele tipo de atendimento que se caracterizava por intervenções tópicas, passando a implantar um programa articulado de atendimento integral ao idoso, onde a proposta de trabalho desenvolvida reflete, enfim, a função da filantropia que permeia os princípios cristãos, com a postura ética e civil de respeito aos direitos humanos.
Procurando atender as exigências legais e fiscais, nossa Instituição tem buscado adequar-se e adaptar-se cada vez mais à sociedade atual, comprometendo-se em atender substancialmente o que propõe o Sistema Único de Assistência Social – SUAS, quanto ao serviço de acolhimento institucional da pessoa idosa. A assistência social aos idosos será prestada de forma articulada, conforme os princípios e diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social, na Política Nacional do Idoso, no Sistema Único de Saúde – SUS e demais normas pertinentes.

Palestra com Alexandre Caldini Neto na AME (SJC)

Tema da Palestra: A Morte na Visão Espírita

Ingresso: 1Kg de arroz, feijão ou macarrão (que será doado a entidades beneficentes)

A morte na visão do Espiritismo é o segundo livro de Alexandre Caldini Neto. Escrito em linguagem acessível, leve e direta, o livro foi publicado pela primeira vez em dezembro de 2013, pela Belaletra Editora.
São quase 200 páginas divididas em 4 capítulos, num total de 101 itens. Nele o autor explica para Maria, uma adolescente de 15 anos cuja mãe falecera, como o espiritismo compreende e explica a morte.
É um livro para todos: espíritas e sobretudo não espíritas.
Leia abaixo o primeiro capítulo, que explica de que trata a obra.

Carta à Maria

Oi Maria,
Foi bacana conversar com você sobre como o Espiritismo entende a morte.
Ouvindo suas perguntas lembrei-me de um antigo projeto meu que estava parado: um livro, pequeno e pragmático, sobre a morte.
Faz anos que queria escrever algo que pudesse ajudar a todos os que, como você, estivessem passando pela experiência de ter alguém próximo e querido que faleceu. O livro também seria útil para quem está percebendo que brevemente vai morrer, e ainda mesmo para quem, estando (ou imaginando estar) longe do momento de sua morte, quer estar melhor preparado para ela.
Rabisquei este texto tentando pensar em como e no que você estaria pensando sobre a morte, imaginando quais seriam suas dúvidas. Espero ter tido algum sucesso em me colocar no seu lugar.
Ele também é fruto do que tenho pensado sobre o assunto morte ao longo dos últimos anos quando vários amigos e parentes passaram pela experiência da morte de filhos, companheiros, pais, irmãos e amigos queridos. Quase todos sofreram muito. Alguns poucos revoltaram-se. Outros buscaram entender o que se passava. Isso me fez pensar e estudar como o Espiritismo poderia nos ajudar a melhor lidar com a morte. Tanto a alheia como a própria.
O assunto é extenso e se abre em muitas outras conversas, assim escolhi apenas alguns aspectos para abordar. Ou seja, está longe de ser um livro completo sobre o tema. É também uma obra com um viés: interpreta a morte na visão do Espiritismo. Por conta disso, penso que nem todos o aceitarão. A mim, por tudo que li e estudei sobre a questão, o que me diz o Espiritismo me pareceu bem lógico. Racional. E justo. Em minha opinião, trouxe a melhor explicação e a que, de longe, mais me esclareceu.
Meu desejo é de que este livro possa ajudar você e mais gente na compreensão de um fato que ainda nos tira do eixo. Um tema corriqueiro, porém pouco discutido. Um acontecimento natural e previsível, mas ainda assim incompreendido e inesperado.
Agradeço a você, Maria, o empurrão que me faltava.
E agradeço a Deus e aos amigos do plano espiritual pela inspiração e por esta rica oportunidade.
* Maria é filha de um amigo do autor. A conversa que tiveram quando a mãe da jovem morreu, sobre como o Espiritismo entende a morte, foi a inspiração para este livro. Foi escrito entre o Natal e o réveillon de 2012, mas revisado e ampliado durante todo o ano de 2013.