Baseado no clássico livro homônimo de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, a peça foi adaptada para o teatro por Ana Rosa, que também está no elenco, produção e direção.

Ana Rosa conta que ganhou a obra literária de presente, em 1995. Convidada, juntamente com seu marido Guilherme Corrêa (1930-2006), a fazer um evento no centro espírita que frequentavam, lembrou-se do texto e decidiu encená-lo. O retorno do público foi positivo e logo a peça se tornou um projeto maior, passando a rodar por todo o país. “Tenho um prazer grande em fazer esse espetáculo. Recebo muito incentivo do público”, garante.

Apesar de se tratar de um romance espírita, a artista garante que a obra não tem a intenção de “fazer a cabeça de ninguém”. “A peça é para qualquer pessoa, independentemente de crença. É um espetáculo bonito, com música ao vivo, movimentação no palco e momentos dramáticos, mas também de humor”.

Cerca de 15 atores se encarregam de falar sobre a vida após a morte a partir da história de Patrícia. A garota falece aos 19 anos e acorda numa “colônia espiritual”, onde a vida continua e ela busca respostas existenciais e se autoconhecer. “Por que estamos aqui? Por que estamos passando por esses percalços? O que quer dizer o momento que a gente vive? A peça leva muitas reflexões”, completa Ana Rosa.